História de Cuba
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O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger)

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De Cuba para o Mundo


Terça, 13/04/2004


Da série “Coisas Toscas da Minha Terra”.

Véspera de Páscoa. Como todo bom brasileiro que gosta de deixar as coisas para a última hora (isso porque minha família é espanhola, mas tudo bem), fui ao Carrefour com minha mãe fazer as compras. Estou lá, apreciando a musiquinha ambiente de elevador e singelamente entretida com o preço da batata, quando meus sensíveis ouvidos identificam aquela ruideira (?) insuportável. Sim, tiveram a brilhante idéia de colocar uma dupla sertaneja de meia pataca, daquelas bem chinfirm mesmo – se bem que eu não vejo a menor diferença entre um Xitãozinho e Chororó e um Fred e Pedrito (sim, isso existe!) – pra cantar no meio do supermercado. Mereço? E o pior era o povão histérico se aglomerando em volta, bloqueando as passagens dos corredores, como se aquilo fosse o show do ano.

Avisei minha mãe que ia esperá-la no setor dos CDs, senão era capaz de eu enlouquecer naquele meio. Chego lá, e nada mais nada menos do que um big telão instalado, o volume no máximo, passando um DVD ao vivo do Homem-Queixo, também conhecido como Daniel (logiacamente, outro que eu adoooooooooooooooooro!). Saí de lá correndo, em busca de território auditivo neutro, e felizmente na seção dos livros nada de pior gosto interferia a musiquinha ambiente, e acabei ficando por lá (aproveitei pra uma olhada Mulheres Alteradas 3. Maitena manda muito bem).

Quando mami finalmente foi me procurar nos CDs e se deparou com a carona do queixudo, ela jura ter pensado que eu tinha voltado pra casa a pé – o que não seria má idéia, apesar da “curta” distância.

Saudades da civilização!

Nota da Redação: Gosto é gosto e cada um tem o seu. Esse post não tem a intenção de desrespeitar ninguém (a não ser o Daniel, não pelo queixo, mas pela cara-de-pau de subir a um palco com tamanha falta de talento).

Por Sungirl :: 23:27:51 :: [Comentários] [16]


Segunda, 05/04/2004


Páscoa chegando. Isso significa que logo logo, em contraposição ao deleite dos ovos e bombons, teremos a habitual crise da dieta, pra dar um jeito nos quilinhos extras típicos que esse feriado costuma causar – sem falar nas espinhas. Aí já viu, né? Histeria (quase) geral. Começam a circular inúmeros modismos, como dieta do sopão, da lua, do tipo sangüíneo, de líquidos, de proteínas, de South Beach, dos famosos de Hollywood, da melancia, de comida amarela, do chá de tiririca, do leite coalhado com pão amanhecido, e do raio que o parta.

Acontece que a falta de orientação adequada e a pobreza de nutrientes da maioria dessas receitas “milagrosas”, combinadas com a obsessão que a mídia nos impõe em busca do corpo ideal, acabam se tornando uma verdadeira bomba para a saúde das pessoas. Lógico que acho que tomar cuidado com a alimentação é importante, mas não é legal radicalizar em nada. Tudo bem de vez em quando engolir meio papaya no café da manhã e uma salada de alface com peito de frango grelhado no almoço, mas se eu tiver que abdicar do pudim ou do Sonho de Valsa de sobremesa, a vida perde o sentido.

Não que eu seja contra dietas e comida natureba. Mas se é verdade que nós somos o que comemos, eu prefiro ser uma boa torta holandesa a uma salada de beterraba com chuchu.

Por Sungirl :: 15:28:53 :: [Comentários] [16]